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14 novembro 2012

Quando a vida não tem título



É dolorido. como um soco na boca do estômago. vai doer por algum tempo todo o tempo. e então, como tudo na vida, vai passar. mas enquanto não se afasta, a dor é morfina. fatalmente necessário. como uma grande nuvem que flutuando sobre a cabeça do mundo. é sua melancolia.
prestes a afogá-la em toda a sua angústia. sufocante. do tipo que não se pode arrancar com as unhas. que não se pode abrir espaço dentre a densidade do ar. quanto mais força para apagar com borracha de desilusão, mais forte ele fica. e não sabe se é a dor, o vício, a posse, ou se é o vazio do outro que transborda sua alma de desespero.

11 maio 2010

Corrida

Engraçado.
Quando estamos nos divertindo os ponteiros parecem correr dentro do relógio.
Deve ser por isso que a vida não é sempre felicidade.
Ainda bem.

03 fevereiro 2010

Vontade e força

Vontade de escrever sobre a ele, sobre os últimos acontecimentos, sobre mim. Vontade de prosear, fazer poema, crítica, frase, pensamento. Vontade de falar da vida como ela é, escrever tragédias, romances, dramas. Vontade de fazer uma ponte entre pensamento e escrita. Transformar tudo, automaticamente, em matéria. 
Vontade não falta.
Falta força.
Falta pulso firme.
Falta afastar a agonia que anestesia o dedo escritor.  A quase angústia que não permite à palavra ser produto bruto da consciência desenfreada.

13 outubro 2009

Porque a comunicação de massa é uma ilusão

Calma. Você não vai ler mais um artigo previsível e enfadonho sobre a comunicação. Sobre isso já escreveram muito. Não que não haja mais o que falar, sempre irão arranjar um motivo. Ou copiarão o que já foi dito, inserindo umas referências aqui e ali, fingindo ser um pensamento inovador. É natural. Faz parte da lógica das coisas. Não significa que seja algo ruim, mas, devo confessar, uma hora enjoa. É por isso que, entre duas leituras acadêmicas, eu insiro um Machado, um Saramago ou até um “Marley”. Ajuda a acalmar um pouco os neurônios.
Seja como for, faz bem conhecer. É aquela velha história; quanto mais conhecermos o território inimigo, melhor preparados estaremos. Peço calma mais uma vez, não pretendo chamar, aqui, a comunicação de massa de inimiga. Apenas entendo que, quanto mais estivermos próximos daquilo que nos chega todo dia (e vai chegar, quer você queira, quer não), melhor enfrentaremos as constantes mentiras. Pensando por outro ângulo, mentira é uma palavra tão pesada quanto “inimigo”, chamaremos, aqui, de ilusão. Aliás, é justamente o olhar de um novo ângulo que permite desvendar o mistério da ilusão.
Mas, o que quero dizer com isso?
Você perguntaria, com toda a razão, o que ângulo teria a ver com ilusão? Afinal, existe alguma relação lógica entre algo matemático e um conceito que se aproxima mais da metafísica? E, o que é ainda mais intrigante, o que tudo isso tem a ver com comunicação?
Deixe-me explicar o raciocínio.
Conhecer a forma como as coisas se dão e ter contato direto e constante com os meios de comunicação torna perceptível algo difícil de lidar: tudo é uma questão de perspectiva. Em outras palavras, tudo depende do ângulo que a situação é evidenciada. Apesar de óbvia, esta afirmação é negligenciada. Não por falta de interessa, mas simplesmente porque as pessoas não param para pensar nisso. Recebemos tantas informações todos os dias e a uma velocidade tão incrível, que fica difícil parar para pensar nisso. Além do mais, quando vemos uma novela, ou lemos uma revista, estamos buscando, de uma forma ou de outra, certo entretenimento, um escape do mundo real. Vamos a um teste. Pense, por exemplo, na sua série favorita. Quando a assiste, você pensa, a todo segundo, na mensagem que está sendo passada? Não. Mas deveria.
Vamos inserir a ilusão nessa mistura.
Todo e qualquer fato transmitido pelos meios de massa serão focados em um único ângulo. Fato. Essa sua série preferida mostra apenas um lado de algumas situações. O que é ótimo. Imagine se decidissem mostrar, ao mesmo tempo, o trabalho que aquela médica faz no consultório, o filho dela que está na escola, sua mãe alimentando o cachorro, seu pai lendo o jornal, sua amiga magoada após uma briga com o namorado, e, finalmente, ela, em meio a tudo isso. Seria tedioso, não? E, mais, cada capítulo do seu seriado teria, pelo menos, umas cinco horas de duração. Agora pense, seres humanos são assim. Guardamos dentro de um único corpo e uma única mente desejos, aflições e sensações das mais diversificadas. A médica, do seriado, é apenas uma personagem, cumprindo o papel de levar entretenimento a você. Mais uma vez, estamos diante de uma conclusão óbvia. Então me responda: por que, mesmo sabendo disso, você se deixa influenciar por ela?
Quem nunca desejou o carro daquele cara rico do filme? Quem nunca sonhou com um ator ou atriz? Quem nunca pediu um corte de cabelo porque estava sendo usado na novela? Quem nunca teve qualquer espécie de desejo baseado no que viu ou leu na mídia? Somos coagidos, todos os dias, a pensar a vida como se fosse algo homogêneo, visto por certo ângulo, imutável. Buscamos o príncipe encantado, generoso, fiel e gentil, como o é o homem da novela. Queremos ser o ator ou a atriz que acordam maquiados, os modelos que não tem marcas pelo corpo. Mas, não queremos aceitar que pessoas reais não são sempre boas ou más, que a beleza física é apenas a forma visível de dolorosos tratamentos estéticos.
Que gloriosa é a vida na comunicação de massa! Pena ser pura ilusão.
Não julguemos os donos das redes de televisão, os editores das revistas, os assessores de imprensa. Cada um faz seu trabalho. Assim segue a indústria da comunicação. Não sejamos negativos como Adorno, ou desiludidos como Baudrillard. Basta cuidarmos apenas de nós mesmos, tomando cuidado para não transformar a vida em um imenso conto de fadas. A propósito, vale lembrar que até eles, destinados às inocentes criancinhas, mostram apenas um ponto de vista sobre a “realidade”.

06 outubro 2009

É outubro

É outubro.

Mas não há flores pelas ruas, não há sol pela janela. Há uma vontade louca de encontrar um espaço no mundo, apenas um pequeno furo e abrigar-se nele. Esperar que o primeiro raio de sol, prenúncio da felicidade, ilumine a esperança e clareie a verdade. Aguardar pelo momento do fim, anúncio de um novo começo. Momento aguardado. Ao contrário da morte, um caminho novo, que faça a vida pulsar e gritar a plenos pulmões.

Que a primavera finalmente aconteça. Que chegue o verdadeiro verão. Que a instabilidade da natureza não atinja o coração. Se ao menos pudesse tocar a lua e aproximar seu brilho da Terra, para afastar do mundo um pouco da escuridão. Mesmo que o brilho seja emprestado, qualquer alento é uma benção.

Que os sentimentos aflorem. Que a doce brisa da estação traga novamente o calor do amor. Que este verão revele segredos. Que cause a deliciosa sensação de amar e ser amado, de sentir a felicidade vazar por cada poro, de desejar ao mundo uma pequena parcela da alegria que embriaga o coração.

E que, ao passar, a estação deixe os amores quentes. Que a nostalgia seja apenas uma espera ansiosa pelo próximo verão. Que não seja mais a tristeza do arrependimento. A dor da ilusão.



24 setembro 2009

Felicidade Realista


Como inspiração...

FELICIDADE REALISTA

Por Mário Quintana


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser
magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor.. não basta termos alguém com quem podemos
conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o
que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um
parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando
se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção.
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se
sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e
um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde
só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas
desta tal competitividade.

Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as
regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a
felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir
embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não
sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...



Lindo não? Pena que seja difícil viver assim.

15 setembro 2009

Eu e você

Eu e você
Como o sol e a lua
Como o rio e o mar

Dois opostos
Paradoxos
Cuja união permanente
Nunca concretizará

Porém,
Desafiar as leis da natureza
É o espetáculo mais belo
Que podem propiciar
Aos que esperam chegar

Apenas raramente
Podem se encontrar
Um amor impossível
Que é o mais lindo
Um pequeno colírio
Aos olhos do mundo

Um sonho aguardado
Que acontece
Esporadicamente
No céu ou no mar
Um encontro
Efêmero, é verdade
Mais belo que a eternidade.


08 setembro 2009

Resumo de um dia incrível


Hoje eu fui dormir de madrugada,
Tive um pesadelo bizarro
e acordei também de madrugada para ir treinar.

Levei roupa de calor pra faculdade e fez frio.
Cheguei meia hora atrasada na melhor aula da semana
e tomei chuva.

Sai de casa com sol e voltei embaixo de tempestade.
Passei no mercado pra facilitar
e me molhei um pouco mais.

Sentei no banco molhado do ônibus
e enfiei o pé em uma poça de 30 centímetros.

Molhei o único tênis que não estava secando.
Lavei os outros dois juntos, porque ia fazer calor
e agora eles estão mais molhados do que nunca.

Descobri no caminho que estava com dor de cabeça
esqueci de tomar remédio e de carregá-lo comigo.

Ah, é claro, os dois elevadores do meu prédio estavam quebrados.
Eu moro no 11º andar...

Lavei o cabelo no dia mais úmido do ano
Ele vai demorar algumas horas pra secar.
E a dor de cabeça não passa.

Acabei de descobrir que os telefones da cidade estão fora do ar.
e que as inscrições do concurso que eu queria participar foram encerradas

Então decidi escrever qualquer coisa agora.
Porque nunca se sabe o que pode acontecer...

06 setembro 2009

Deixar Fluir



Deixar Fluir...
Fluir porque o tempo é o melhor remédio,
Porque a dor não cessa de imediato.

Fluir quando não há o que fazer,
Quando a mente se esvazia
E o coração se enche sem saber do quê.

Fluir quando os sonhos são confusos
e os erros são muitos.
Esperar o dia amanhecer...

Deixar fluir é ser descobrir-se em você
É deixar espaço aberto
Perceber o que nunca se deu tempo de saber.

05 agosto 2009

Queria ser




Às vezes eu queria ser veterinária, só para salvar a vida de um animal.

Às vezes eu queria ser eletricista, só para saber como funciona uma televisão.

Às vezes eu queria ser médica, só para usar um jaco branco.

Às vezes eu queria ser engenheira, só para construir minha própria casa.

Às vezes eu queria ser ilustradora, só para saber desenhar bem.

Às vezes eu queria ser homem, só para entendê-los.
Às vezes eu queria ser mãe, só para ouvir esta palavra direcionada a mim.

Às vezes eu queria ser bailarina, só para conseguir fazer um passé.

Às vezes eu queria ser atriz, só para fazer um filme.

Às vezes eu queria ser uma mosca, só para passar em qualquer fenda.
Às vezes eu queria ser analista, só para entender o mistério de um computador.

Às vezes eu queria ser psicóloga, só para não ficar mal.

Às vezes eu queria ser um rio, só para nunca passar pelo mesmo lugar.

Às vezes eu queria ser uma criança, só para esquecer rápido.

Às vezes eu queria ser um pássaro, só para saber como é voar.


Em alguns momentos eu gostaria de ser qualquer outra coisa para não ser eu mesma.
Então lembro que, neste exato momento, alguém gostaria de ser como eu.

08 julho 2009

Poema

Pegou um velho pedaço de papel carta e escreveu:


Ao escrever a última palavra, levantou a cabeça rapidamente, como se algo a tivesse acordado de um sonho. Amassou o papel e, com um fósforo, o queimou. Ele nunca saberia a falta que fazia.

05 julho 2009

E-mail




Ela nunca mais esqueceria daquele dia.

Triste e abatida chegou em casa e lá estava, esperando por ela, um consolo. Um presente inesperado. Uma surpresa divina, especialmente preparada para aplacar a dor daqueles últimos episódios. Ela nem poderia esperar o que estava por vir.
Tremendo, clicou em "abrir" e encontrou dezenas e dezenas de palavras, perfeitamente emaranhadas, formando frases conexas, livres, vivas, pareciam ter acabado de sair do forno. Ainda estavam quentes. Caso fechasse os olhos poderia imaginar como aquele e-mail tinha sido feito: cada palavra sendo digitada rapidamente, sem nenhuma preocupação com o português correto ou a ordem das idéias, apenas pensamentos brotando e formando aquilo que realmente quis ser dito por muito tempo.
Achou maravilhoso a idéia de poder finalmente ter acesso àquela mente confusa e misteriosa. Ajeitou-se na cadeira e começou a ler. Mal podia conter a ansiedade, pulava de frase em frase, como se quisesse adivinhar o conteúdo do próximo parágrafo, desejando que seus olhos fossem mais rápidos que seu raciocínio. Seu inconsciente, porém, encontrava-se em um dilema: havia esperado tanto por aquele momento que não sabia se desejava conhecer o mais rápido possível seu conteúdo ou alongar ao máximo o fim da leitura. Queria que o tempo parasse, mas se isso acontecesse não conseguiria descobrir a real intenção de tudo aquilo.
Precisava de concentração. Tirou os óculos e esfregou os olhos, ao voltá-los para o computador tudo parecia mais nítido. Respirou fundo e recomeçou. A cada segundo seu coração batia mais forte. Como alguém poderia revelar tão exatamente o que ela gostaria de saber e com plena consciência disto? Estremeceu. Logo lágrimas corriam descontroladamente pelo seu rosto, embaçando sua visão. Sentiu raiva dela mesma por não conseguir terminar a leitura sem que as letras se misturassem e parecessem feitas de gel. Foi até o banheiro lavar o rosto.
Na terceira tentativa finalmente conseguiu. Pronto. Tinha lido tudo. Mas sentia que, com o fim daquele e-mail, uma longa história estava apenas começando.


Anos passariam até que voltasse a ler todo o conteúdo novamente. E mais uma vez era um domingo. E novamente estava necessitando de um consolo para a alma. Desta vez, porém, não chorou, apesar de ter os olhos cheios de lágrimas. Não era mais a mesma pessoa. E percebia isto a cada linha que passava. Sua percepção das coisas haviam se modificado enormemente, chegando a modificar o significado daquele e-mail, como se o próprio conteúdo tivesse passado por uma transformação. No entanto, surpreendeu-se com a clareza com que lembrava das palavras, da situação, de todo o contexto que culminou naquele desabafo. Ainda sabia exatamente o que estava escrito e o que viria na próxima frase, os pequenos erros de escrita, a ordem dos assuntos. Em algum lugar dentro de si, algo não tinha envelhecido.
Antes que palavras antigas pudessem provocar estragos maiores, como haviam feito no passado, clicou em "deletar", com a mesma rapidez com que tinha feito o mesmo movimento anos atrás para "abrir". Não havia mais tempo para perder. E também temia que caso esperasse mais alguns segundos não teria coragem de excluir definitivamente o passado de sua vida.
Fechou o monitor e o colocou cuidadosamente em cima da cômoda de marfim. Quando seu esposo lhe perguntou se estava tudo bem, apenas respondeu com a voz embargada: "Tudo, meu amor. Boa noite". Naquele dia teve muitos sonhos, dos quais nunca mais se lembrou.

02 julho 2009

Momentâneo ou definitivo



Infelicidade momentânea ou definitiva?
Sonho acabado ou esquecido?
Inutilidade aparente ou verdadeira?
Ninguém sabe o que está por vir.

04 junho 2009

Só avisando...

O Blog é meu, então vou fazer o que eu quiser com ele..rs (isso não é uma indireta pra ninguém, ok?!)...Tenho visto muitas coisas legais na internet, então vou começar a postar, é mais uma forma de eu coletar e arquivar coisas que gosto, do que qualquer outra coisa.

Vem novidade por ai.

27 maio 2009

Saudade





Ela é persistente, insiste na dor,
sabendo que é em vão.
Mas não a julgue,
tem um bom coração.

Ela sente falta,
sabendo que não deve sentir,
Um estilo diferente de amor,
que um dia vai sumir.

Ela sabe sonhar,
mas prefere esconder,
seus sonhos são tão grandes.
Ninguém iria entender.


Ela foi injustiçada,
mas perdeu as forças de lutar,
Acha que quando um guerreiro
perde muitas batalhas
é hora de se aposentar.

25 maio 2009

Sorriso




Algumas vezes nossas próprias palavras nos bastam, outras é preciso recorrer aos poetas, aos intelectuais ou, simplesmente, aos mais velhos.



" A sua irritação não solucionará problema algum... As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas... Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar. O seu mau humor não modifica a vida... A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus... A sua tristeza não iluminará os caminhos... O seu desânimo não edificará ninguém... As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade... As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você... Não estrague o seu dia. Aprenda a sabedoria divina, A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...Para o infinito bem!( Chico Xavier)"



Em resumo; não perca o precioso tempo da sua vida com lamentações. Cada segundo, cada suspiro, cada movimento, é único, não voltará a acontecer. Quando estiver triste e ninguém parecer te consolar, direcione seus pensamentos ao céu. Coloque sua causa nas mãos de Deus, mas não deixe que o problema ocupe mais espaço na sua vida do que deve realmente ocupar.

14 maio 2009

Twitter









Semana passada eu criei um usuário no Twitter. Não agüentava mais só ouvir falar de algo que eu queria conhecer, mas não conhecia. Então tomei vergonha na cara e usei alguns minutos da minha noite de sábado para criá-lo. E não é que foi interessante? A ferramenta é maravilhosa para saber o que os outros estão fazendo e pensando em tempo real e também deixar que saibam de você. Interessantíssimo! E não estou sendo cínica.
Poder acompanhar os pensamentos de conhecidos (e desconhecidos) abre a mente. Sério! É bom para termos outras visões de mundo em um tempo que todos ficam horas confinados em um escritório, cuja única ligação real que têm com o universo lá fora é o pequeno raio de sol que entra pela janela de manhã. Passamos horas e horas em nosso próprio mundo, trabalhando ou estudando, sempre absortos de mais para reparar na imensidão de coisas que está a nossa volta. Triste? Mas o Twitter está ai justamente para quebrar essa barreira.
Claro que o idealizador da ferramenta não pensou nisso como razão fundamental, mas este é um dos fins, ainda bem.
É bem melhor passar o dia recebendo doses e mais doses de pensamentos frescos do que olhar no relógio esperando a hora ir embora.

13 maio 2009

Respostas





Onze e quarenta e nove. As luzes da cidade começam a desaparecer. Tudo está tão quieto, exceto pelo barulho de alguns poucos carros que passam lá embaixo. Duas pessoas isoladas, como ilhas. Nada mais importa. Aos poucos, o prédio a frente dorme, lâmpada após lâmpada. Todos descansam para um novo dia. Exceto duas almas, elas sonham com uma resposta, um acordo, um sinal que as tire do sofrimento.
Corações apertados, disto se alimenta o mundo. Está cheio deles, por toda parte, pessoas sem alternativas, sem soluções, mentes e almas dilaceradas. Era desta forma que se encontravam os corações da noite, infelizes, desalojados, sem um lar, tendo como consolo somente um ao outro e o céu aberto acima de suas cabeças. Tudo estava como sempre esteve; as Três Marias erguiam-se em meio à escuridão e a Estrela Dalva emprestava seu doce brilho, como se trouxesse um recado de Deus aos desconsolados. Tudo, menos dois seres, que mudavam a cada segundo. Nada mais seria como antes.
Deus, o mestre dos céus e da Terra, dono de tudo o que existe, estava lá. Mostrou sua presença por meio de cada sopro de vento, enxugou lágrimas, mostrou caminhos e trouxe uma pergunta para a qual ele mesmo tem a resposta. E apreciou a sinceridade que transbordava de cada poro, de cada canto, de cada palavra dita. Será isso Deus? Será isso amor? Que venham as respostas.
Ao contrário de todos que preferem viver na escuridão de suas vidas sem fé, amor ou escrúpulos; aqueles dois corações sofridos buscavam um guia e aceitavam o sofrimento que lhes foi dado, de peito aberto, apreciando cada sensação deste mistério maravilhoso que é viver. Eles perceberam, juntos, que o Universo tem muito mais a oferecer a quem se abre para as possibilidades e o amor é o mais nobre e o mais raro dos sentimentos dados aos seres humanos. Talvez seja por isso que é, também, o menos apreciado. Apreciado no sentido de vivido, de sentido. Conhecer o amor, estar frente a frente com ele, saber exatamente o que é, mesmo sem ter a certeza de senti-lo, é o maior presente que Deus pode dar.
Muitos querem amar, sem, na verdade, terem jamais sentido o amor verdadeiro. Ouvem músicas de amor, veem casais beijando-se por toda parte, homens com flores que serão levadas para suas namoradas. Todos tentando amar alguém. A verdade é que aquelas flores podem ser tão mortais quanto o amor do homem pela mulher. Tudo é fugaz, tão verdadeiro quanto um pote de ouro no fim do arco-íris. Perceber que o amor verdadeiro acontece tão pouco, torna um coração despedaçado ainda mais dolorido, porém, abre a alma para as tais possibilidades, que o Universo oferece todo o tempo e quase ninguém aproveita, pois estão muito ocupados sendo o que não são, fingindo sentir o que não sentem, perdendo tempo com as pessoas erradas, agradando a quem nunca soube o que é o amor, ou a caridade ou a maravilhosa sensação de sentir Deus como sente-se o primeiro raio de sol no começo de um dia.
O primeiro raio de sol...Finalmente apareceu. A noite começou a tonar-se dia, a cidade a acordar. Todos tinham dormido dentro de suas bolhas rotineiras e suas vidas seriam as mesmas, em mais um dia, após o outro. Viver um dia após o outro, sem nada esperar, sem ter a sensação que que horas passaram-se em segundos, é, na verdade, perder tempo. Eles sabiam: nunca mais seriam os mesmos. Um dia que durará para sempre. Um aperto de mão, uma lágrima e uma decisão. Uma amizade, um amor e um anjo. Um segredo. Eterno.

08 maio 2009

Achando a agulha no palheiro





São ações tão simples que fazem a diferença na vida de uma pessoa. Susan Boyle me fez pensar assim. O que ela fez? Levantou da cadeira e disse: vou participar desse Britain´s Got Talent. Após três minutos demonstrando sua voz tornou-se a cantora mais famosa do momento e conquistou tudo o que sempre desejou: fama, reconhecimento, gravação de cds..etc etc. E, repito, o que ela fez? Ela participou de um show de TV, coisa que, hoje em dia não é tão difícil assim. Não estou dizendo que foi tão simples, mas o que importava realmente era conseguir demonstrar para o grande público o talento que ela sempre possuiu. E, juro, até hoje fico arrepiada cada vez que vejo esse vídeo!
O que quero dizer é: as pessoas precisam tomar uma atitude. Ficamos anos parados no tempo, esquecendo que a vida é tão efêmera para o ser humano quanto o é para uma formiga. Achamos que o tempo que nos resta será suficiente para realizar tudo o que queremos. Mas a questão é que não sabemos quanto tempo temos. Nem todos terão a felicidade de viver 80 anos, ou 70, ou mais um dia. A duração da vida é uma das poucas coisas sobre as quais a humanidade não tem nenhum controle. Ninguém sabe como será o dia de amanhã.
É preciso achar o meio, o talento já está em nós, não importa para o que seja, só nos falta o meio, o melhor caminho, o ponto crucial que será o estopim para o sucesso. E como é fácil encontrá-lo quando há dedicação, atenção e foco! O que acontece é que gasta-se tanto tempo em outras atividades ditas urgentes, como estudar (no sentido ortodoxo; do ensino médio à faculdade), trabalhar para ganhar dinheiro e, então, comprar coisas supérfluas que servem somente de máscara para os verdadeiros desejos que nunca serão realizados sem uma gotinha de pró-atividade. É ela quem move o mundo. Enquanto a grande maioria vive à sombra da preguiça intelectual, uns poucos, pequenos corajosos, ganham sucesso, dinheiro e outros bens não materiais simplesmente porque tiraram uma idéia, um anseio, um incômodo do fundo da mente e agiram.
Em um mundo tão vasto e populoso, nos perdemos em meio à multidão sem rumo, caminhamos todos para o mesmo lado e temos uma percepção tão limitada da vida, que não conseguimos imaginar com precisão realidades além da nossa própria cidade, alguns não conseguem sequer perceber o que está a sua volta. Somos extremamente limitados e apenas por uma razão: porque queremos. Porque é mais fácil reclamar que o mundo não nos deu nenhuma oportunidade do que levantar o traseiro do sofá e fazer ao menos um grande feito que pode ser a chave da nossa felicidade.

17 abril 2009

Borboletas no estômago



Esta vontade incontestável de estar perto.

Esta dor no peito, este aperto, apenas em saber que não estás bem.
Esta aflição continuada.
Este desejo de fazer qualquer coisa para que seu mundo fique melhor.
Esta necessidade de ver seu sorriso, de sentir que estás bem todo o tempo.
Este desespero em perceber que não está.
Esta ansiedade, mesmo sem nada esperar.
Esta sensação de luta vencida, de tempo passado, de algo que nunca foi e nunca será.
Este medo do inesperado, esta decisão mal resolvida.
Este pavor de errar.
Esta porta sempre entreaberta, sem nunca, na verdade, se revelar.
Esta borboleta no estômago, que não pára de voar.
Este bem querer, sem nem isso poder.
Este amor desperdiçado, este não ter.